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Dia Mundial do Coração: escolhas que salvam

Doenças relacionadas ao coração são as que mais matam, mas acompanhamento médico adequado e bons hábitos aumentam a qualidade e a expectativa de vida

Somente em 2020, mais de 289 mil pessoas morreram por doenças cardiovasculares no Brasil. Este dado do cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia já dá a dimensão da importância que todos devem dar a saúde de seu coração. Por isso, no mês do Dia Mundial do Coração (29), a Ecco Salva convidou o Dr. Marcos Michelin, cardiologista do Instituto de Cardiologista de Porto Alegre e diretor médico da empresa em Porto Alegre, para falar um pouco sobre prevenção e principais sintomas das doenças cardiovasculares; a importância do atendimento pré-hospitalar e a relação do coração com a Covid 19.

“Mesmo no cenário atual, as doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, são as que mais matam no Brasil e no mundo”, explica o cardiologista, destacando que, segundo a diretriz da Sociedade Norte Americana do Coração, a detecção precoce dos fatores de risco pode aumentar a expectativa de vida.

Ele alerta que é recomendada a realização da avaliação cardiovascular inicial entre 20 e 40 anos, para quem não apresentou antes nenhum sintoma, com a repetição de rotina a cada 4 a 6 anos. A partir dos 40, a orientação é a avaliação anual. Entre os principais fatores de risco modificáveis (que não são os genéticos) estão a hipertensão arterial, o diabetes, o colesterol e o tabagismo.

É hora de procurar o cardiologista, independentemente da idade, quando aparecerem sintomas como dor no peito, cansaço, falta de ar e palpitação ou mesmo ao perceber o aumento na pressão.

A Covid 19 e o coração

“Depois do pulmão, o coração é um dos órgãos mais afetados pelo coronavírus, seja pelo ataque direto do vírus, seja pela facilidade de a Covid 19 promover a formação de microcoágulos na corrente sanguínea, entupindo pequenos vasos cardíacos”, explica.

O cardiologista do Instituto de Cardiologista de Porto Alegre comenta dois fenômenos que têm ocorrido neste cenário. O primeiro é o aparecimento de pacientes que buscam atendimento para o descompensação de suas doenças cardiovasculares de base, sem qualquer sintoma gripal e, ao serem testados, apresentam positivo para o coronavírus, dificultando o mapeamento precoce deste tipo de contaminação se o paciente não chegar ao atendimento médico.

O outro aspecto preocupante é o fato de vários pacientes graves deixarem de buscar ajuda médica por medo de contrair o coronavírus no ambiente hospitalar. “Em Nova Iorque, por exemplo, houve um aumento de 800% nas mortes domiciliares, muitas delas por infarto, em decorrência da demora na procura do atendimento médico, reduzindo a chance de sobrevivência, conta Michelin.

Atendimento pré-hospitalar

Ter a possibilidade do acionamento do atendimento médico em casa é um aliado nesta luta pela saúde. “o atendimento pré-hospitalar é ponto fundamental na cadeia de sobrevivência do infarto agudo do miocárdio. O atendimento precoce adequado permite reconhecer a doença em seus primeiros momentos, estabilizar o paciente e acionar a equipe hospitalar especializada. é um fator preponderante para reduzir o risco de morte”, explicita o cardiologista.

Estilo de vida

Michelin indica que entre as estratégias de prevenção está a adoção de um estilo saudável ao longo da vida. A alimentação deve ser baseada no consumo de vegetais, frutas, nozes, cereais integrais, proteína vegetal e animal (principalmente peixes), redução de gorduras trans (presentes nos alimentos industriais processados), redução do sal e dos carboidratos refinados, como o açúcar.

É imprescindível interromper o consumo do tabaco e realizar atividades físicas. São suficientes 150 minutos de atividade física de média intensidade por semana (em cinco momentos de 30 minutos ou em três momentos de 50 minutos), ou 75 minutos de atividade física vigorosa. A restrição calórica também é importante para pacientes obesos.

O Dr. Marcos, como costuma ser chamado, trabalha há 14 anos na Ecco Salva, onde atuou desde a unidade de apoio até chegar a diretor técnico. O cardiologista lembra que seu interesse pela medicina começou ainda na infância, com sua coleção de bulas (que foi até motivo de bullying dos colegas). A escolha pela cardiologia, veio de uma forma muito natural, ao acompanhar a insuficiência cardíaca da sua avó paterna e o infarto do pai (quando ele tinha 18 anos).