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Meditação e qualidade de vida

Entrevista com a educadora e terapeuta integrativa Jaina Mello Ferreira

Buscar a plenitude da vida. Este é o objetivo que motiva Jaina Mello Ferreira. Com 55 anos de experiência em Educação, em 2013 deu uma guinada em sua vida, ao iniciar uma busca por
novos conhecimentos e pelo equilíbrio físico, mental e espiritual. Hoje, Jaina é especialista em Bases de Saúde Integrativa e Bem-Estar, pelo Centro de Estudos do renomado Hospital Albert
Einstein; tem formação em Reiki e Cura Quântica. Atualmente, ela divide seu tempo entre os trabalhos à frente da Pró-Reitoria Acadêmica de uma grande universidade e os estudos de
práticas integrativas e o trabalho de terapeuta quântica no Espaço Terapêutico Vida Plena.

Para falar um pouco de sua experiência com a meditação e a terapias integrativas, ela nos concedeu esta entrevista:

– De que maneira a meditação ajuda na manutenção da nossa saúde?

Jaina Mello Ferreira: Meditar é um processo de autocuidado. Tem mais saúde quem está atento aos sinais do corpo. Quem ouve os sintomas que o corpo manifesta. Uma mensagem
não só do corpo físico, mas também do mental e do emocional.

Este “ouvir” exige atenção, ponderação, concentração e foco. A meditação é a atividade que nos permite ganhar estas habilidades. Trabalha nosso cérebro, fortalecendo nosso sistema
nervoso e imunológico.

– É possível afirmar que a meditação auxilia tanto na melhora da saúde mental, quanto física? Como isso acontece?

JMF: Sem dúvida que sim. Pegamos o exemplo do estresse, que é um estado de desarmonia do organismo que culmina com o desequilíbrio do sistema nervoso e imunológico,
provocando doenças como ansiedade, gastrite, dermatites e depressão. Quando não cuidado, pode provocar doenças mais graves, até mesmo o câncer.

Entendemos que como resposta a esse cenário, a meditação é um processo para acalmar a mente e atingir um estado medidativo que leva a pessoa à consciência do autoconhecimento.

É neste “local” que lidamos tanto com os sintomas físicos, como dos pensamentos limitantes e emoções impulsionadoras do estresse.

Temos na literatura vários médicos alertando sobre estas consequências, como o Dr. Rudiger Dahlke, autor de Doença como Caminho e A Doença como Linguagem da Alma, entre outros.
Diversos artigos científicos de neurociência mostram que a ciência já comprova que a meditação traz alterações nas regiões do cérebro, impulsionando modulações cerebrais que influenciam o equilíbrio emocional e o autocontrole nas atitudes comportamentais. Este movimento interior traz ao praticante a melhora as relações interpessoais, uma maior a aceitação de si mesmo e o desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão.

Este novo modo de lidar com a vida promove a redução do estresse, a prevenção do envelhecimento cognitivo e benefícios psicológicos. A meditação atua ainda no suporte da dor crônica e auxilia no tratamento de diabetes, doenças cardiovasculares e insônia, entre outros quadros clínicos.

– Que dicas poderia dar aos iniciantes na meditação?

JMF: Recomendo que realizem exercícios de respiração, que é a base do processo meditativo para acalmar a mente. Outra dica é a de passar a realizar atividades físicas que envolvam
exercícios de alongamento integrado à respiração e, também, exercícios que permitam a imagem corporal, exercícios de visualização. É interessante também realizar caminhadas com a atenção focada nas reações corporais e no ambiente por onde passa, mantendo-se atento ao aqui e agora. No dia a dia, procure realizar suas tarefas sempre concentrado(a) no que está fazendo, percebendo as emoções e pensamentos que surgem, ou seja, trazendo consciência para a tarefa que executa. Assim, promovemos uma escuta sensível de tudo que acontece em relação ao corpo, às lembranças e às emoções que fluem.

“Há alguns anos conheci a Física Quântica e suas terapias para autocura e realização pessoal e profissional. Estes conhecimentos me tornaram consciente da importância da busca da
maturidade emocional, mental e espiritual para termos uma saúde física e atingirmos a fonte da juventude”, Jaina Mello Ferreira.

– A vida moderna deixa a nossa mente sempre agitada. O que podemos fazer para acalmá-la?

JMF: Uma atitude que não só acalma a mente, mas contribui para sua saúde como um todo, é a praticar o ‘autocuidado’. Há uma roda da saúde que nos alerta para planejarmos nossa vida com atenção aos oito pontos principais para conquistarmos a saúde e o bem-estar, são eles: alimentação, hidratação, sono, atividade física, lazer, relacionamentos, espiritualidade (que não se confunde com religião) e nível de energia.

– Durante a quarentena muita gente vem buscando alternativas para ter mais saúde mental. Que meditação a senhora indica para ajudar nessa tarefa?

JMF: Todas as meditações são bem-vindas. O importante é praticá-las! A ideal é aquela que você se adapta melhor. Entre os tipos de meditação mais reconhecidos estão Atenção Plena
(ou Mindfulness, muito praticada por empresários), Raja Yoga, Zazen, Transcendental e a Vipassana.

Indico começar com as meditações guiadas, que permitem uma aprendizagem gradativa. Elas trazem sempre um tema e promovem um processo de autodescoberta dos pensamentos e das emoções, promovendo o relaxamento e o autoconhecimento. Há diversas opções no YouTube. Recomendo as meditações do Espaço Terapêutico Vida Plena e as da terapeuta Isabel Otto. Outra dica são as meditações do espaço Cuidado Quântico, da terapeuta Lucília Ribeiro.

– Indique algumas práticas que ajudam a desenvolver equilíbrio corpo e mente no dia a dia.

JMF: Elabore uma agenda pessoal em que diariamente reserve um tempo para cuidar si mesmo, com meditação e a prática de exercícios físicos de menor impacto. Desenvolva o hábito de dormir oito horas por dia e procure equilibrar trabalho e lazer em sua rotina.

Alimente-se com produtos naturais, mantendo uma dieta balanceada. Beba água, pois ela é o alimento das células. Cuide dos seus relacionamentos familiares e sociais.

Precisamos cuidar da saúde de maneira mais sistêmica, na visão da Medicina Integrativa:

  • Focar a atenção na saúde e não na doença;
  • Integrar tratamentos complementares ao tratamento alopático", tais como: acupuntura, massagens terapêuticas, atividades físicas de menor impacto, como as de origem chinesa: Yoga, Tai Chi Chuan, Lien Gong, Qi Gong;
  • Manter uma dieta balanceada, com o consumo de alimentos naturais e abandono dos industrializados;
  • Exercitar atividades que integrem mente e corpo, com destaque para meditação e exercícios de relaxamento integrados com o processo respiratório;
  • Assumir o controle de sua saúde, participando efetivamente das decisões com o seu médico e não delegando a ele a responsabilidade sobre seu tratamento. Ninguém conhece melhor seu
    corpo do que você mesmo.
  • Como dizia Clarice Lispector, “cuide-se como se você fosse de ouro, ponha-se você mesmo de vez em quando em uma redoma e poupe-se”… E com a alma leve, vamos celebrar uma vida
    plena pois “…é preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir e é preciso chuva para florir.” (Almir Sater)