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Nove a cada dez mulheres se dedicam ao “trabalho invisível” e se tornam protagonistas no enfrentamento à pandemia

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, especialista da Ecco Salva traz dicas de saúde e reflete sobre o papel delas durante a pandemia

Acúmulo de funções, dificuldade de acesso a recursos de proteção à saúde, maior vulnerabilidade à violência dentro e fora de casa e maior exposição ao risco de contaminação fazem das mulheres, o público mais impactado pela pandemia do Coronavírus no Brasil e no mundo, segundo estima a ONU Mulheres.

Agentes de mudança

“A mulher tem um papel protagonista no cenário da COVID-19, sendo uma aliada para o cuidado das famílias no aspecto social, emocional e econômico”. A afirmação é da enfermeira (UFPR) e profissional da Gestão do Serviço de Atenção Domiciliar da Ecco Salva, o Saúde em Casa, Cleide Straub Bicalho. Ela é a nossa convidada do mês das mulheres para refletirmos sobre suas possibilidades de atuação e necessidades de autocuidado.

A COVID-19 trouxe um convívio familiar íntimo, no qual a mulher tem a oportunidade de replicar algumas atitudes junto à família. Torna-se referência, por exemplo, para os filhos, nos hábitos de lavar as mãos, cuidar da postura e ergonomia, compartilhar tarefas, criar horários para o diálogo e estimular o cuidado mútuo para a saúde mental, física e social de todos, avalia Cleide.

A mulher na economia doméstica

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o percentual de domicílios brasileiros comandados por mulheres saltou de 25%, em 1995, para 45% em 2018. Somado a isso, nove a cada dez mulheres ainda acumulam os chamados “trabalhos invisíveis” como afazeres domésticos, cuidados de pessoas, trabalho voluntário e produção para consumo próprio. De acordo com a pesquisa do IBGE, esse trabalho invisível não remunerado pesa muito sobre as mulheres, que se dedicam cerca de 20 horas semanais a esse tipo de atividade.

Com a pandemia da COVID-19, o fechamento das escolas e creches e a crise econômica, as mulheres foram as mais afetadas, seja pelo desemprego direto, seja pela redução da renda no trabalho informal ou mesmo pela necessidade de conciliar os cuidados das crianças e a geração de renda.

Com tantas atribuições, Cleide, que também é Leader and Professional Coach, explica que a mulher se reinventa no suporte à família e traz talentos escondidos para o enfrentamento da situação. O chamado “trabalho invisível” exige gerenciamento de conflitos, gestão de recursos, apoio pedagógico, organização do espaço e da rotina familiar e demanda muita inteligência emocional.

Hábitos de saúde

A profissional da enfermagem esclarece que a saúde da mulher é uma questão complexa que passa por vários aspectos. Ainda assim, é possível desenvolver hábitos que auxiliam no equilíbrio da saúde e da qualidade de vida:

  • Usar a disciplina feminina para criar uma rotina com horários.
  • Determinar os próprios limites e não assumir aquilo que não é seu. É importante delegar e compartilhar funções e decisões, por meio de conversas harmoniosas.
  • Tirar um tempo para si e praticar exercícios físicos.
  • Aproveitar a alimentação em casa para ter refeições mais saudáveis, comendo pequenas porções ao longo do dia, com a ingestão das frutas.
  • Hidratar-se, “faz bem para a pele, para as atividades cerebrais e intestinais e para tantas outras atividades fisiológicas”, lembra Cleide.
  • Praticar o autoexame da mama a cada ciclo menstrual como medida preventiva para o diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando muito as chances de cura.
  • Manter em dia os exames anuais, conforme a recomendação médica para a faixa etária. São importantes exames como o preventivo ginecológico, a ecografia mamária e a mamografia, a densitometria óssea para mulheres mais maduras.

“Nós, da Ecco Salva, que temos uma preocupação com a saúde familiar, reconhecemos o quanto é importante o papel da mulher neste contexto. Todos os dias é dia dela. De cuidar de si, do corpo, de não desistir dos seus sonhos, desabrochar e seguir em frente nas suas escolhas”, conclui Cleide Straub Bicalho.