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Outubro Rosa: a chance de cura começa pelas mãos

O autoexame e o monitoramento médico regular aumentam a chance de cura do câncer que mais mata mulheres em todo o mundo.

O câncer de mama é considerado um problema de saúde pública em todo o mundo, correspondendo a 11,6% de todos os cânceres. O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima, que só no brasil, serão 66.280 casos novos de câncer de mama, para cada ano do triênio 2020-2022. Diante desse quadro, a Ecco Salva convidou a Dra. Caroline Boeira Machado, que é médica plantonista da Ecco Salva em Porto Alegre, para falar sobre o assunto no mês dedicado ao Outubro Rosa.

Ela explica que diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, como idade, aspectos comportamentais e ambientais, além dos fatores endócrinos e genéticos (hereditários). “O diagnóstico precoce é sempre a melhor chance de cura”, ressalta Caroline.

Prevenção

Uma forma de diminuir as chances de desenvolver a doença é manter alimentação saudável, praticar atividades físicas, não fumar, fazer acompanhamento ginecológico anual e um detalhe importante: buscar ajuda sempre que tiver alguma dúvida. A médica orienta que é muito importante conhecer o corpo. “Inchaço (semelhante à casca de laranja) ou retração da pele, dor, inversão, vermelhidão, descamação ou ulceração do mamilo, secreção saindo pelo mamilo, especialmente quando é apenas de um lado e espontânea. Caso perceba alguma anormalidade nas mamas, busque prontamente o seu médico”, alerta Caroline, recomendando que “se o exame físico sempre for normal, ainda assim a mulher deve fazer rastreamento do câncer de mama, com mamografias seriadas, a partir dos 50 anos”, destaca.

Apesar de mais raro nos homens (cerca de 1% dos casos), o câncer de mama precisa ser considerado para aqueles que possuem parentes de primeiro grau (mãe, irmã) que desenvolveram a doença.

Cuidados em tempos de pandemia

Os procedimentos eletivos, incluindo o rastreamento de câncer, foram suspensos na maioria dos países pela necessidade de priorização das urgências e redução do risco de disseminação do coronavírus. Contudo, a médica lembra que é importante avaliar caso a caso. Os pacientes com exames anteriores alterados ou novos sinais e sintomas, devem buscar avaliação médica o quanto antes. “Quem já está em tratamento deve continuá-lo mesmo na pandemia, mas claro, seguindo todos os protocolos de cuidados, higienização e distanciamento para prevenção do contágio pelo vírus”, orienta Caroline, que está prestes a concluir sua residência em Ginecologia e Obstetrícia.